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» Sobre A.A.

Informações destinadas a toda pessoa que quiser conhecer A.A., seja por interesse próprio, seja para ajudar um parente ou amigo, ou simplesmente por desejar conhecer melhor esta Irmandade.

Aqui, tentamos responder às perguntas mais freqüentemente encontradas nas mentes dos recém-chegados - as perguntas que estavam em nossas mentes quando pela primeira vez entramos em contato com a Irmandade.

O que é Alcoólicos Anônimos?
O que acontece numa reunião de A.A.?
Como isto pode me ajudar no meu problema com a bebida?
Por que os AAs continuam indo às reuniões depois que estão "curados"?
Como ingresso em A.A.?
Quanto custa para ser membro de A.A.?
A.A. é uma organização religiosa?

Outras informações :

O que é e como começou
A Irmandade nos dias atuais
Como os membros mantêm a sobriedade
As Doze Tradições de A.A.

O porque do Anonimato
As Finanças de A.A.
Quando e como A.A. Chegou ao Brasil
O que você pode esperar de A.A.?
O que o A.A. não faz?

O que é Alcoólicos Anônimos?

Existem duas maneiras práticas de descrever A.A. A primeira é a conhecida descrição de seus propósitos e objetivos que aparece na página principal:

"Alcoólicos Anônimos é uma irmandade de homens e mulheres que compartilham suas experiências, forças e esperanças, a fim de resolver seu problema comum e ajudar outros a se recuperar do alcoolismo. O único requisito para se tomar membro é o desejo de parar de beber. Para ser membro de A.A. não se pagam taxas ou mensalidades; somos auto-suficientes, graças às nossas próprias contribuições. A.A. não está ligado a nenhuma seita ou religião, a nenhum movimento político, nenhuma organização ou instituição; não deseja entrar em qualquer controvérsia; não apóia nem combate quaisquer causas. Nosso propósito primordial é o de manter-nos sóbrios e ajudar outros alcoólicos a alcançar a sobriedade."

O "problema comum" é o alcoolismo. Os homens e mulheres que se consideram membros de A.A. são e sempre serão alcoólicos, ainda que possam ter outras adicções. Finalmente reconheceram que não podiam mais ingerir álcool sob forma alguma e agora se abstêm dele completamente. O importante é que não tentam enfrentar o problema sozinhos. Discutem-no abertamente com outros alcoólicos. Esse compartilhar de "experiências, forças e esperanças" parece ser o elemento-chave que lhes toma possível viver sem o álcool, e na maioria dos casos, até mesmo sem querer beber.

A segunda maneira de descrever Alcoólicos Anônimos é delinear a estrutura da Irmandade. Numericamente, A.A. compõe-se de mais de 2 milhões de membros, homens e mulheres, em aproximadamente 193 países. Esses homens e mulheres reúnem-se em grupos locais que variam em tamanho - desde um punhado de ex-bebedores em algumas localidades até várias centenas, em comunidades maiores.

Nas populosas áreas metropolitanas podem existir inúmeros grupos de A.A., cada um com suas reuniões regulares. Muitas reuniões são abertas ao público; alguns grupos têm também "reuniões fechadas", nas quais os membros são encorajados a discutir problemas que poderiam não ser inteiramente compreendidos por não-alcoólicos.

O grupo local é considerado a base da irmandade de A.A. Suas reuniões abertas congregam alcoólicos e seus familiares num ambiente de amizade e ajuda mútua. Hoje existem mais de 100 mil grupos espalhados pelo mundo todo, incluindo algumas centenas de hospitais, prisões e outras instituições.

(Do folheto "44 Perguntas". Direitos autorais © de The A.A. Grapevine, Inc.; transcrito com permissão.)

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O que acontece numa reunião de A.A.?

Uma reunião de AA pode ser feita de diversas formas, mas em qualquer reunião você encontrará alcoólicos falando sobre o que a bebida fez em suas vidas e personalidades, quais as atitudes que tomaram para ajudar a si mesmos e como hoje estão vivendo.

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Como isto pode me ajudar no meu problema com a bebida?

Nós em A.A. sabemos o que é ser dependente do álcool e ser incapaz de manter promessas feitas aos outros e a nós mesmos que iremos parar de beber. Não somos terapeutas profissionais. Nossa única qualificação para ajudar os outros a se recuperar do alcoolismo é que nós mesmos paramos de beber, mas os bebedores-problemas vindos a nós sabem que a recuperação é possível porque vêem pessoas que fizeram isso.

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Por que os AAs continuam indo às reuniões depois que estão "curados"?

Nós em A.A. acreditamos que não há uma cura para o alcoolismo. Jamais poderemos voltar a beber normalmente e nossa capacidade de ficar longe do álcool depende de mantermos a nossa saúde física, mental e espiritual. Isto podemos conseguir indo regularmente às reuniões e pondo em prática o que lá aprendemos. Além do mais, achamos que ajudarmos outros alcoólicos nos ajudará a manter-nos sóbrios.

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Como ingresso em A.A.?

Você é um membro de A.A. se e quando assim você o disser. O único requisito para ser membro de A.A. é o desejo de parar de beber, e muitos de nós éramos convictos o suficiente quando pela primeira vez nos aproximamos de A.A.

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Quanto custa para ser membro de A.A.?

Não há taxas nem mensalidades para ser membro de A.A. Um Grupo de A.A. geralmente faz uma coleta durante a reunião para cobrir as despesas, tais como aluguel, café, etc., e para isto todos os membros são livres para contribuir, com mais ou com menos, como eles quiserem.

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A.A. é uma organização religiosa?

Não. Nem está ligado a qualquer organização religiosa.

Lá se fala muito de Deus, não é?

A maioria dos membros de A.A. acredita que encontrou a solução para o problema de bebida, não através da força de vontade individual, mas através de um Poder Maior do que nós mesmos. Todavia, cada um define este poder como desejar. Muitas pessoas chamam-No de Deus, outras pensam que Ele é o Grupo de A.A., ainda outras não acreditam nEle absolutamente. Há espaço em A.A. para pessoas de todos os credos e também para os descrentes.

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Outras informações sobre A.A.

O que é e como começou

Alcoólicos Anônimos, mais conhecida como A.A., é uma irmandade mundial de homens e mulheres, doentes do alcoolismo, contando hoje com mais de 2.000.000 de membros em todo o mundo, compartilham entre si suas experiências, forças e esperanças, a fim de resolver seu problema comum e ajudar outros a se recuperarem do alcoolismo. Não está ligada a nenhuma seita ou denominação religiosa, a nenhum movimento político nem a qualquer organização ou instituição.

Nasceu na cidade de Akron, Ohio, Estados Unidos, no dia 10 de junho de 1935, durante uma conversa entre um corretor da Bolsa de Valores de New York, conhecido por BiII W., e um médico de Akron, conhecido por Dr. Bob, ambos casos graves de alcoolismo, sendo que Bill W., o corretor, há seis meses havia se libertado da obsessão pela bebida.

Antes de sua viagem a Akron, o corretor havia trabalhado longas horas com muitos alcoólicos, seguindo a teoria de que um alcoólico poderia ajudar a outro alcoólico melhor do que qualquer outra pessoa, todavia, apenas havia conseguido manter sóbrio a si mesmo. Bill W. havia viajado a fim de tratar de um negócio que fracassou, deixando-o com grande medo de recomeçar a beber. Subitamente reconheceu que para salvar-se precisaria tentar salvar outro alcoólico. Juntos, Bill W. e o Dr. Bob trabalharam incansavelmente com outros bebedores problemas e em torno deles cresceu essa Irmandade, hoje conhecida mundialmente como ALCOÓLICOS ANÓNIMOS - A.A.

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A Irmandade nos dias atuais

Iniciada assim, a Irmandade de Alcoólicos Anônimos teve ao longo dos seus 70 anos de existência seu crescimento marcado pela discrição e recato nas suas relações com a sociedade em geral. Estima-se hoje em cerca de 97 mil o número de seus grupos espalhados em 180 países em todo o mundo e que esses grupos abrigam mais de 2.000.000 membros praticando o "programa de recuperação de A.A.".

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Como os membros mantêm a sobriedade

A.A. propõe um programa de total abstinência alcoólica. E importante, imprescindível mesmo, que o membro EVITE O PRIMEIRO GOLE, um dia de cada vez. A experiência vivida em A.A. é a de que a abstinência absoluta somente pode ser conseguida sem a ingestão do primeiro gole, seja de que bebida alcoólica for. A sobriedade, tal como é entendida em A.A., é alcançada pelo compartilhar de experiências, forças e esperanças nas reuniões de grupo, bem como pela observação dos DOZE PASSOS sugeridos para a recuperação do alcoolismo. Os membros de A.A. sabem que jamais conseguirão beber controladamente e não mantêm a ilusão de que trocando a cachaça pelo uísque, cerveja ou vinho, possam transformar-se em bebedores sociais.

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As Doze Tradições de A.A.

A unidade de A.A. se assenta nas DOZE TRADIÇÕES e se concretiza pela voluntária aceitação e observância dessas regras. No livro AS DOZE TRADIÇÕES, esses costumes tradicionais são comentados e explicados como sendo os princípios maiores da Irmandade, os quais abrangem desde o comportamento do membro no grupo, de um grupo com os outros grupos e com a sociedade, e, até da Irmandade como um todo com a sociedade em geral.

As Tradições de A.A. como normas de procedimento, não possuem poder legal punitivo, pois não estabelecem penas aos seus infratores. Porém esclarece aos membros de A.A. que, a violação sistemática de seus princípios pode levar o indivíduo de volta ao copo, e o grupo à dissolução. As Tradições são o único instrumento de que dispomos para manter nossa unidade em todo o mundo.

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O porque do Anonimato

O anonimato pessoal é tido como o alicerce espiritual de A.A. Ele disciplina o comportamento dos seus membros na ausência de autoridade que os governem dentro de uma hierarquia estabelecida por estatutos ou regulamentos. Somos uma irmandade onde todos são iguais. O nosso esforço é no sentido de que se torne conhecido o programa de recuperação e não as pessoas que dele participam. O anonimato a nível de mídia (rádio, T.V., cinema e imprensa) significa segurança para todos nós, especialmente para os recém-ingressados, para que os membros não fiquem expostos.

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As Finanças de A.A.

O princípio da auto-suficiência de A.A. esta sancionado na SÉTIMA TRADIÇÃO, que recomenda sejam os grupos de A.A. bem como os organismos de serviço, mantidos unicamente pela contribuição espontânea dos membros da Irmandade, e que em nenhuma hipótese se devam aceitar contribuições de não-membros, de instituições particulares ou de órgãos governamentais, em dinheiro, prédio ou o que quer que seja material. Nenhuma tradição de A.A. nasceu tão dolorosamente como esta. Primeiro, o medo de sermos explorados; segundo, separar o espiritual do material e, por último, evitar o poder econômico. A decisão foi a da contribuição voluntária, unicamente dos membros de A.A., e a adoção de uma política de não acumulação de riqueza e de bens patrimoniais. Dentro da irmandade, a quantia com a qual qualquer membro pode contribuir - anualmente - é limitada ao equivalente a $ 2.000 Dólares Americanos, anuais.

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Quando e como A.A. Chegou ao Brasil

Documentos do acervo histórico da Irmandade nos dão conta de que membros de A.A. dos E.U.A., - executivos em missão profissional -, teriam chegado ao Brasil primeiramente em 1945. Mas só no ano seguinte, com a chegada de Herbert D. é que se iniciaria o serviço do 12°. Passo a brasileiros. De acordo com estes documentos, o primeiro grupo foi denominado “Grupo de A.A. Rio de Janeiro” ou, A.A. Rio Nucleus, para os americanos. Esse grupo seria o resultado das reuniões que os americanos realizavam, em rodízio, por suas residências, a partir do ingresso de membros brasileiros.

Ainda em face destes documentos, a data do início de A.A. no Brasil, como atividade grupal, foi convencionada, posteriormente, pelos membros do Grupo Rio de Janeiro, como sendo 5 de setembro de 1947, data do ingresso do primeiro A.A. brasileiro, de nome Antônio. A este companheiro seguiu-se, seis meses mais tarde, o ingresso de Harold W. e, a este, outros brasileiros.

Em abril de 1952, o incipiente A.A. brasileiro passa a receber ajuda valiosa do saudoso Dr. Paulo Roberto, radialista de grande audiência, no apogeu do nosso rádio, que, através de seus programas". Nada Além De Dois Minutos" e "Obrigado Doutor" divulgou A.A., assim como também outro radialista de renome, Lourival Marques, pelo seu programa "Seu Criado, Obrigado". A partir daí, A.A. no Brasil teve o desenvolvimento que hoje resulta em mais de 5.000 grupos em todo o país, estimando-se em 100 mil alcoólicos em recuperação nestes nossos dias.

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O que você pode esperar de A.A.?

Os membros de A.A. ajudam qualquer alcoólico que demonstre interesse em ficar sóbrio.

Os membros de A.A. podem visitar o alcoólico que deseje ser ajudado – embora eles possam sentir que seja melhor para o alcoólico solicitar tal ajuda antes.

Eles podem auxiliar a providenciar uma internação hospitalar.

Os escritórios de serviços de A.A. geralmente possuem endereços de hospitais para tratamento de alcoolismo, embora A.A. não seja afiliado a qualquer estabelecimento hospitalar.

Os membros de A.A. têm satisfação em compartilhar suas experiências com qualquer pessoa interessada, seja em conversações ou em reuniões formais.

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O que o A.A. não faz?

1. Recrutar membros ou fornecer a motivação inicial para que os alcoólicos se recuperem.

2. Manter registro ou históricos de casos dos membros.

3. Acompanhar os tentar controlar seus membros.

4. Fazer diagnósticos ou prognósticos clínicos ou psicológicos.

5. Providenciar hospitalização, medicamentos ou tratamento psiquiátrico.

6. Fornecer alojamento, alimentação, roupas, emprego, dinheiro ou outros serviços semelhantes.

7 . Fornecer aconselhamento familiar ou profissional.

8. Participar de pesquisa ou patrociná-las.

9. Filiar-se a entidades sociais (embora muitos membros e servidores cooperem com elas).

10. Oferecer serviços religiosos.

11. Participar de qualquer controvérsia sobre o álcool ou outros assuntos.

12. Aceitar dinheiro pelos serviços ou contribuições de fontes não-A.A.

13. Fornecer cartas de recomendação a juntas de livramento condicional, advogados, oficiais de justiça, escolas, empresas, entidades sociais ou quaisquer outras organizações ou instituições.

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Nota: Um membro de A.A., individualmente, pode fazer algumas dessas coisas, de forma privada e pessoal, mas não como membro de A.A. Muitos profissionais no campo de alcoolismo também são membros de A.A. Seu trabalho profissional, porém, NÃO tem nada a ver com sua condição de membro de A.A. Alcoólicos Anônimos, como tal, não pretende ter competência para realizar serviços profissionais como os relacionados acima.



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